Dossiê revela fraudes no Banco Master e cita Daniel Vorcaro

Últimas atualizações em 11/03/2026 – 14:08 Por Gazeta do Povo | Feed


A Polícia Federal analisa um dossiê apócrifo encontrado com o empresário Daniel Vorcaro que atribui a ex-sócios e diretores a responsabilidade por fraudes bilionárias no Banco Master. O documento detalha esquemas que teriam causado um prejuízo de R$ 52 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito.

O que diz o documento encontrado pela Polícia Federal?

O texto afirma que o Banco Master era comandado de fato por Augusto Lima, enquanto Daniel Vorcaro atuaria apenas como uma figura decorativa e vaidosa. O dossiê descreve operações fraudulentas, manipulação de dados contábeis para esconder prejuízos e o uso de métodos agressivos na concessão de empréstimos consignados na Bahia através do programa Credcesta.

Como funcionava a suposta manipulação de lucros no banco?

Segundo o relato, diretores de compliance e ex-sócios alteravam o valor de ‘ativos podres’ — investimentos de baixa qualidade ou sem garantia de pagamento — para transformá-los artificialmente em lucro. O esquema envolveria mais de R$ 3 bilhões em ativos sem liquidez, como precatórios e fundos imobiliários, que não teriam sido detectados pela fiscalização do Banco Central.

Qual é a relação entre Augusto Lima e o governo da Bahia?

Augusto Lima, ex-sócio do Master, comprou do governo baiano em 2018 a estatal Ebal, dona dos supermercados Cesta do Povo. A partir daí, ele criou o Credcesta, um cartão de crédito para servidores públicos com juros altos e descontos direto no salário. A Polícia Federal investiga agora se houve favorecimento ou relações ilegais com políticos do Partido dos Trabalhadores (PT).

O que dizem os citados no dossiê sobre as acusações?

A defesa de Luiz Bull classificou o documento como um manifesto anônimo repleto de mentiras e sem provas, garantindo que suas rendas são lícitas e declaradas. Daniel Vorcaro, Augusto Lima, Angelo Silva e Nelson Tanure, também mencionados no texto, não se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo do dossiê até o momento.

Qual é o impacto do prejuízo citado no FGC?

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) funciona como um seguro para quem guarda dinheiro em bancos: se a instituição quebra, o fundo paga os credores até um certo limite. No caso do Master, o dossiê sugere que a conta da má gestão e das fraudes, estimada em R$ 52 bilhões, acabou sendo transferida para esse caixa, que é abastecido por todo o sistema bancário nacional.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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