China tenta intermediar guerra no Irã e pede “desescalada”

Últimas atualizações em 04/03/2026 – 19:42 Por Gazeta do Povo | Feed


O regime comunista da China enviou ao Oriente Médio um de seus representantes especiais na tentativa de se apresentar como um mediador na escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e o Irã. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante uma conversa telefônica com o chanceler do reino da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan.

Segundo um comunicado divulgado pela chancelaria chinesa, Wang afirmou que Pequim não deseja ver a expansão da guerra na região e defendeu a retomada de negociações entre as partes envolvidas.

“A China insta veementemente todas as partes a cessarem as operações militares, retomarem o diálogo e a negociação o mais rápido possível e evitarem uma maior escalada das tensões”, afirmou o ministro.

De acordo com o comunicado, o chefe da diplomacia chinesa também classificou como “inaceitável” o uso da força durante o conflito, “especialmente quando há risco para civis ou para alvos que não têm natureza militar”. Conforme o regime chinês, Pequim considera essencial “evitar ataques contra civis ou infraestruturas não militares”.

Wang também elogiou o papel da Arábia Saudita na tentativa de reduzir tensões na região. O chanceler comunista afirmou que a China aprecia “a moderação e o compromisso da Arábia Saudita com a resolução pacífica das divergências” e destacou que os esforços de reconciliação entre países do Oriente Médio devem ser preservados. As declarações fazem referência indireta à retomada das relações diplomáticas entre Arábia Saudita e Irã, processo mediado por Pequim e anunciado em 2023. A ditadura de Xi considera esse acordo uma de suas principais iniciativas diplomáticas recentes no Oriente Médio.

Além do diálogo com a Arábia Saudita, Wang Yi também conversou nesta quarta-feira com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed. Segundo o comunicado oficial, o chanceler chinês destacou que a proteção de civis deve ser tratada como uma “linha vermelha” no conflito e afirmou que ataques contra infraestrutura energética, econômica ou de subsistência não devem ocorrer.

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