PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas injustificadas

Últimas atualizações em 27/02/2026 – 13:32 Por Gazeta do Povo | Feed

A Polícia Federal decidiu afastar preventivamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão por faltas injustificadas. A medida, formalizada por despacho da corregedoria regional no Rio de Janeiro, determina ainda a entrega da arma funcional e da carteira profissional no prazo de cinco dias úteis.

O afastamento, determinado no dia 10 de fevereiro e tornado público nesta quinta (26), ocorre após a própria corporação ter ordenado, em 2 de janeiro, o retorno imediato de Eduardo às funções, com alerta de que “a ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”. Mesmo diante da determinação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneceu nos Estados Unidos, onde reside desde março de 2025.

Eduardo Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o afastamento. Na época da determinação de retorno ao Rio de Janeiro, o ex-parlamentar comparou a ordem à “Gestapo” e chamou a chefia da Polícia Federal de “bajuladores de tiranos”.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, afirmou em uma publicação nas redes sociais.

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Eduardo havia se afastado da Polícia Federal para exercer o mandato de deputado federal, função que também perdeu após acumular faltas em sessões deliberativas. Ao todo, foram 59 ausências registradas até dezembro, ultrapassando o limite constitucional e resultando na perda do cargo eletivo.

A trajetória do agora ex-deputado na Polícia Federal inclui passagens por unidades em diferentes regiões do país entre 2010 e 2014, como Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ). Após esse período, ele ingressou na política, consolidando carreira parlamentar.

Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro buscou apoio internacional para pressionar autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por causa do processo contra o pai por supostamente liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A ofensiva perdeu força após negociações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu homólogo norte-americano americano Donald Trump, que resultaram na retirada de sanções e tarifas contra o Brasil.

Sem salário desde julho, Eduardo também teve contas e bens bloqueados por decisão judicial, medida que buscou dificultar sua atuação fora do país. A Câmara dos Deputados confirmou que os valores foram retidos após comunicação oficial da decisão.

A situação jurídica também se agravou com o avanço de processos no STF, onde Eduardo se tornou réu por suposto crime de coação ao articular sanções contra autoridades brasileiras. A decisão foi tomada de forma unânime pela Primeira Turma da Corte, com base em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.

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