A cientista brasileira Tatiana Sampaio: esperança à lesão medular.
Pesquisadora da UFRJ, destacou se ao descobrir a polilaminina, proteína que estimula neurônios e renova a esperança de movimento em pacientes com lesão medular.
Últimas atualizações em 16/02/2026 – 12:37 Por Redação GNI
A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ganhou projeção nacional ao liderar estudos sobre a polilaminina, proteína associada à regeneração de neurônios. O trabalho colocou o Brasil em evidência em uma das áreas mais complexas da neurociência: a busca por alternativas terapêuticas para lesão medular.
A lesão da medula espinhal ainda é considerada um dos grandes desafios da medicina. Em muitos casos, o dano compromete de forma permanente os movimentos e a sensibilidade. Por isso, pesquisas que investigam mecanismos de regeneração neural são acompanhadas com atenção pela comunidade científica internacional.
Nos estudos conduzidos pela equipe da UFRJ, a polilaminina apresentou resultados promissores em modelos experimentais, demonstrando capacidade de estimular o crescimento de neurônios e favorecer conexões nervosas. Em testes laboratoriais e em modelos animais, foram observados sinais de recuperação funcional parcial, indicando avanço no entendimento de como promover reparo neural. Esses resultados abriram novas frentes de investigação e ampliaram o debate sobre futuras aplicações clínicas.
Especialistas da área destacam que avanços como esse não significam cura imediata, mas representam etapas fundamentais no desenvolvimento de terapias seguras e eficazes. A transição da pesquisa básica para estudos clínicos envolve protocolos rigorosos, avaliação ética e validação científica contínua.
Além da relevância técnica, o trabalho coordenado por Tatiana fortalece o papel das universidades públicas na produção de conhecimento de ponta. A pesquisa sobre regeneração neuronal exige infraestrutura, financiamento e equipes multidisciplinares, reunindo biólogos, médicos e pesquisadores de diferentes especialidades.
Com reconhecimento acadêmico e repercussão na imprensa especializada, a descoberta relacionada à polilaminina consolidou o nome da cientista entre os principais pesquisadores brasileiros dedicados à neuroregeneração. O avanço reforça a importância da ciência nacional na busca por soluções que, no futuro, possam transformar a vida de pessoas que convivem com limitações impostas pela lesão medular.
SAÚDE



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