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Jovem trans é autora do ataque no Canadá: matou a mãe e o irmão antes da chacina 

Antes de cometer a chacina no colégio, matou a mãe e o irmão em casa, próxima do colégio 

Últimas atualizações em 11/02/2026 – 20:37 Por Redação GNI

A polícia canadense identificou a pessoa suspeita de matar pelo menos oito pessoas e ferir 28 num ataque a tiros na tarde de terça-feira na Escola de Ensino Médio de Tumbler Ridge, pequena comunidade na província canadense da Colúmbia Britânica. A suspeita foi identificada por moradores como uma mulher trans de 18 anos, informação posteriormente confirmada pela polícia.

Segundo as autoridades, antes de atingir uma professora e alunos da escola, a mulher teria matado também sua mãe e meio-irmão numa residência próxima ao local do ataque. Ainda não se sabe a motivação do crime.

A autora foi encontrada morta com ferimentos descritos pelas autoridades como aparentemente autoinfligidos. A identificação foi confirmada à imprensa canadense por ex-colegas de escola, entre eles Liam Irving e Juan van Heerden, que afirmaram ter conversado com oito pessoas que estavam na instituição de ensino no momento do ataque.

A polícia informou nesta quarta-feira que as vítimas fatais da escola incluem uma professora adulta, três alunas e dois alunos, com idades entre 12 e 13 anos, além de uma mulher adulta e um jovem, que foram encontrados mortos em uma residência próxima, identificados pelas autoridades como sendo a mãe e o meio-irmão da suspeita.

Inicialmente, a polícia havia revelado que nove pessoas haviam sido mortas, mas esclareceu que uma das vítimas dada como morta — que teve ferimentos graves e foi levada de helicóptero para o hospital — sobreviveu ao ataque.

O episódio já é considerado o terceiro ataque mais mortal da História do Canadá, atrás apenas do massacre da École Polytechnique, em 1989, e dos ataques na Nova Escócia, em 2020.

Durante uma coletiva de imprensa, o Comissário Adjunto Dwayne McDonald, da Polícia Montada Real Canadense, informou ainda que a polícia já havia visitado a residência da família da suspeita em diversas ocasiões antes do ataque de terça-feira, e que “algumas das ocorrências estavam relacionadas a problemas de saúde mental”.

“A polícia já esteve nessa residência no passado, há aproximadamente dois anos, onde armas de fogo foram apreendidas de acordo com o Código Penal. Posso afirmar que, posteriormente, a pessoa que era proprietária legítima dessas armas solicitou a sua devolução, o que foi efetuado”, acrescentou o comissário.

McDonald afirmou ainda que “seria prematuro especular” sobre a motivação do crime, declarou que a polícia não encontrou nenhum bilhete ou outra forma de comunicação deixada pela suspeita e acredita que ela agiu sozinha.

“No momento, não há outros suspeitos foragidos”, acrescentou McDonald. “Nossos investigadores permanecem no local, coletando informações ativamente para determinar todas as circunstâncias do ocorrido.”

Relatos de ex-colegas e impacto na comunidade

De acordo com Irving, a jovem era “uma pessoa quieta”, alguns anos mais nova, sem histórico de comportamento agressivo. Van Heerden reforçou a descrição, dizendo que ela costumava permanecer isolada.

Ambos relataram ao site canadense Western Standard que a jovem se identificava como transgênero. Os primeiros alertas sobre um ataque começaram a circular por volta das 13h20. A Polícia Montada Real Canadense emitiu um aviso público e chegou ao local pouco tempo depois.

Autoridades políticas manifestaram solidariedade às vítimas. O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, afirmou que o governo oferecerá todo o apoio necessário à comunidade.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse estar devastado e cancelou uma viagem internacional após o ataque. O líder conservador Pierre Poilievre também lamentou o ocorrido e prestou condolências às famílias afetadas.

Redação GNI

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