PT assinará pedidos de CPI do Banco Master, diz líder na Câmara
Últimas atualizações em 03/02/2026 – 14:51 Por Gazeta do Povo | Feed
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ) anunciou, nesta terça-feira (3), que a bancada do partido na Câmara dos Deputados irá assinar um pedido de instauração de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e um pedido de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), ambos para apurar o caso do Banco Master.
“Nós vamos assinar tanto a CPI da Câmara, do Rollemberg, quanto a CPMI da Heloísa Helena e da Fernanda Melchionna. […] Nós não vamos entrar na defensiva num assunto que é o governo que está apurando”, declarou, em seu último dia de liderança do PT na Câmara. A função será, agora, de Pedro Uczai (SC).
O pedido de CPMI, órgão que inclui senadores e deputados, foi apresentado pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ). Já o pedido de CPI é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e já soma 201 assinaturas. Lindbergh, porém, acrescentou que o partido não assinará um requerimento de mesmo teor formulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
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Relembre o caso Master
O caso Master iniciou com duas frentes distintas: enquanto o Banco Central do Brasil (BC) anunciava a liquidação extrajudicial da instituição, a Polícia Federal deflagrava a Operação Compliance Zero e prendia o dono, Daniel Vorcaro, no aeroporto de Guarulhos. O caso ainda envolve o Banco de Brasília (BRB), que chegou a comprar carteiras de crédito que, mais tarde, se mostrariam fraudulentas.
Em 21 de janeiro, o BC anunciou a liquidação do Will Bank, ligado ao Master. Somando os dois bancos, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) arcará com um rombo de R$ 47,3 bilhões.
As investigações levaram ainda a descobertas sobre a relação entre Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso na Corte. Após determinar sigilo nas investigações, mandar que as provas fossem remetidas ao prédio do Supremo e buscar escolher peritos para apurar o material apreendido, Toffoli foi alvo de reportagens investigativas que revelaram o Resort Tayayá, conhecido em Ribeirão Claro (PR) como “resort do Toffoli”. Fundado pela família do ministro, o local já passou por transações ligadas a um cunhado de Vorcaro.
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