PF encerra 1º dia de depoimentos sem ouvir dois investigados
Últimas atualizações em 26/01/2026 – 21:28 Por Gazeta do Povo | Feed
A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (26) uma nova rodada de depoimentos sobre a compra de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Inicialmente, quatro pessoas deveriam ser ouvidas ao longo do dia.
No entanto, as defesas de André Felipe de Oliveira Seixas Maia — ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno, que gerou créditos de dívidas revendidos ao BRB — e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da Tirreno, conseguiram adiar as oitivas.
Os advogados argumentaram que não tiveram acesso integral às provas. Ainda não há nova data definida para os dois depoimentos.
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O primeiro a ser ouvido foi Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB, que respondeu às perguntas dos investigadores, informou a Agência Brasil. O conteúdo do depoimento não foi divulgado em razão do sigilo processual.
Dario foi afastado do cargo na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025.
Já Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Master, optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não produzir prova contra si. A PF deve ouvir mais quatro investigados nesta terça-feira (27). São eles:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB;
- Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Master:
- Augusto Ferreira Lima: ex-sócio do Master.
A investigação apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A operação foi vetada pelo Banco Central no ano passado e deu origem à Operação Compliance Zero.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Entre os supostos crimes apontados na investigação, estão: gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
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