Clima no STF piora após vazamento da reunião que tirou Toffoli do caso Master
Últimas atualizações em 13/02/2026 – 17:49 Por Redação GNI
O clima dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) com a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master piorou muito em vez de melhorar. O motivo é que ministros do tribunal suspeitam que as reuniões secretas foram gravadas e parte do conteúdo foi repassado para o site Poder360.
Nesta sexta-feira (13), o jornal digital publicou um longo relato das reuniões realizadas ontem, inclusive, uma preparatória da qual participaram apenas cinco ministros: o presidente Luiz Edson Fachin, Toffoli e os colegas Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Ao tomarem conhecimento da publicação, ministros relataram ao blog que uma parte expressiva do que foi relatado é fidedigna e reproduz frases literais ditas pelos magistrados durante a reunião. Algumas frases, porém, afirmam que foram distorcidas.
Além disso, esses ministros ouvidos pelo blog afirmam que vários trechos das reuniões, negativos para o ministro Dias Toffoli, não são transcritos na reportagem do jornal digital. Isso levou esses ministros a suspeitarem de Toffoli, informação que circulou pelo tribunal durante todo o dia.
Procurado pela GloboNews, Toffoli disse que essa informação é “totalmente inverídica” e que ele nunca gravou ninguém na sua vida.
Os ministros se disseram “atônitos” com a publicação do conteúdo das reuniões.
“São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo”, disse um ministro.
Outro classificou o vazamento do conteúdo das conversas de traição. “É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador”, afirmou.
Como o texto traz um relato, segundo esses ministros, favorável a Toffoli, eles passaram a suspeitar do colega que acabou sendo retirado da relatoria do caso Master.
Três reuniões foram realizadas nesta quinta-feira. Uma, reservada, com apenas cinco ministros, antes da sessão plenária. Depois, duas após a sessão. Uma de duas e vinte minutos e outro de cerca de 30 minutos. Nestas reuniões, nenhum assessor esteve presente fisicamente, apenas os magistrados.


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