Transparência Internacional defende afastamento de Toffoli
Últimas atualizações em 12/02/2026 – 12:35 Por Gazeta do Povo | Feed
A organização Transparência Internacional, focada no combate à corrupção, defendeu o afastamento e a investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master. Em nota, divulgada nesta quinta-feira (12), a instituição relacionou as revelações sobre conversas entre o ministro e o dono do banco, Daniel Vorcaro, ao Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 , que manteve o Brasil em 107º lugar, pior posicionamento da série histórica.
“Junto ao IPC 2025 recém-lançado, reiteramos nossas denúncias e recomendamos que Toffoli seja afastado e investigado”, escreveu. A Transparência Internacional é alvo de uma investigação por determinação de Toffoli. O fato é mencionado como “tentativa de criminalização”: “Apesar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ter promovido o arquivamento do inquérito por total falta de provas e de competência de Toffoli, o ministro ignorou a posição da PGR e mantém aberto o inquérito até hoje (sic).”
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A pressão sobre o ministro aumentou após a Polícia Federal (PF) acessar o celular de Vorcaro e descobrir trocas de mensagens com ele. Logo após a informação do portal Uol de que a PF teria pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, a suspeição do ministro, o gabinete emitiu uma nota, alegando que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”. A nota ainda aponta que “a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil.” A regra citada pelo ministro, no entanto, não está no artigo 145, mas no 146.
Apesar de estar sob sigilo, o relatório já teve informações vazadas à imprensa por fontes da PF que tratam da relação entre ministro e empresário. À CNN Brasil , essas fontes alegam ter encontrado mensagens que mencionam pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões de Vorcaro à Maridt, da qual Toffoli é sócio.
Sobre a participação na empresa, a nota evoca a Lei Orgânica da Magistratura para argumentar que “o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador.”
Em 2023, Toffoli anulou, sozinho, todas as provas do acordo de leniência da Odebrecht. Ele incluiu na fundamentação de sua decisão um parecer do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional, à época subordinado a Augusto de Arruda Botelho, então secretário… pic.twitter.com/jVWDS1AgDq
— Transparência Internacional – Brasil (@TI_InterBr) February 12, 2026
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