Premiê trabalhista do Reino Unido diz que não vai renunciar
Últimas atualizações em 10/02/2026 – 14:42 Por Gazeta do Povo | Feed
Acuado por revelações do caso do financista americano Jeffrey Epstein que abalam seu governo, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta terça-feira (10) que não vai renunciar ao cargo.
De acordo com informações da emissora BBC, o premiê trabalhista falou sobre o assunto em um discurso em um evento sobre custo de vida em Hertfordshire.
“Nos últimos dias, algumas pessoas têm dito que este governo trabalhista deveria travar uma luta diferente, uma luta interna, em vez de lutar pelos milhões de pessoas que precisam que lutemos por elas”, afirmou Starmer, citando a eleição interna que aconteceria no Partido Trabalhista para escolher seu sucessor como líder da legenda (e, por consequência, primeiro-ministro britânico) caso ele renuncie.
“E eu lhes digo: jamais abandonarei o mandato que me foi dado para mudar este país. Jamais abandonarei as pessoas pelas quais tenho a responsabilidade de lutar e jamais abandonarei o país que amo”, disse o premiê.
Em dois dias seguidos, domingo (8) e segunda-feira (9), Starmer perdeu dois nomes da sua gestão: seu chefe de gabinete e principal assessor, Morgan McSweeney, e seu diretor de Comunicação, Tim Allan, renunciaram.
McSweeney admitiu que havia recomendado a nomeação, em fevereiro de 2025, de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Mandelson foi destituído em setembro, após a revelação da extensão de seus vínculos com Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.
Já Allan alegou na segunda-feira que deixava o cargo “para permitir que se construa uma nova equipe em Downing Street”, em referência à rua de Londres onde fica a residência oficial do premiê britânico.
Na semana passada, Starmer admitiu que tinha conhecimento das ligações de Mandelson com Epstein quando o indicou para o cargo diplomático em Washington, mas alegou que o aliado “mentiu” sobre a “extensão” desse relacionamento.
Apesar da renúncia de McSweeney, a oposição e até mesmo aliados do primeiro-ministro, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, estão pedindo a renúncia de Starmer, que está no cargo desde 2024.
Segundo pesquisa divulgada pelo instituto YouGov em janeiro, apenas 18% dos britânicos tinham uma opinião favorável de Starmer, enquanto 75% tinham uma visão desfavorável do primeiro-ministro.
A taxa de aprovação líquida do trabalhista, de -57, foi a mais negativa de um premiê britânico desde que seu antecessor, o conservador Rishi Sunak, atingiu o mesmo patamar em junho de 2024.
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