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Lula diz que libertar Bolsonaro seria “desmoralizar” o STF

Últimas atualizações em 06/02/2026 – 20:39 Por Gazeta do Povo | Feed


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria “desmoralizar” o Supremo Tribunal Federal (STF), que o condenou por suposta tentativa de golpe de Estado. O petista também comparou Bolsonaro a um “cachorro louco”.

“Se você tiver um cachorro louco preso e soltar, ele vai ficar mais manso? Ele vai morder alguém. Esse cidadão [Bolsonaro] tentou destruir a democracia brasileira. Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia, tinha um plano para matar o Lula, o [Geraldo] Alckmin e o Alexandre de Moraes”, disse Lula, em entrevista à TV Aratu, da Bahia.

Entre a prisão domiciliar e a transferência para a Papudinha, Bolsonaro completou seis meses preso por ordem do STF. O chefe do Executivo também criticou o projeto de lei da dosimetria, que visa reduzir as penas dos condenados pelo 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar o ex-presidente.

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A proposta foi aprovada no fim do ano passado e vetada por Lula durante o evento que marcou os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. “Você acaba de condenar e, no dia seguinte, alguém aprova uma lei para liberar os caras, para diminuir as penas?”, questionou o petista.

“Eu fiz o meu papel, vetei porque não concordo. Esse cidadão [Bolsonaro] tem que ficar preso. Um belo dia pode ter uma anistia para ele, como teve depois de 1964, 15 anos depois. Mas não dá para você brincar de fazer julgamento. Se você liberta ele, você desmoraliza a seriedade da Suprema Corte que o condenou”, acrescentou Lula.

Haddad diz que houve “estupro das contas públicas” pelo governo Bolsonaro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também criticou o governo Bolsonaro nesta sexta-feira (6) durante o evento de de 46 anos do PT, em Salvador (BA). Haddad apontou problemas na comunicação do partidos e disse que a gestão anterior fez uma espécie de “estupro das contas públicas” em 2022.

“Nós não tiramos proveito de explicar o que herdamos do governo anterior porque, se se falava de maquiagem contábil, o que aconteceu de 2022 para 2023 é uma espécie de estupro das contas públicas. Uma coisa alucinada que aconteceu”, afirmou.

O governo Bolsonaro fechou 2022 com superávit primário de R$ 54,1 bilhões. Para o ministro, esse resultado é artificial e se tornou uma “narrativa da oposição”. Ele criticou a aprovação da proposta de emenda à Constituição que adiou o pagamento dos precatórios em 2021, conhecida como PEC dos Precatórios.

“A forma como isso aconteceu foi a mais ardilosa já vista na história do Brasil”, disse. O governo Lula terminou 2023 com um déficit de R$ 230,5 bilhões, sendo R$ 92,4 bilhões destinados ao pagamento de precatórios de anos anteriores.

“Qual é a narrativa da oposição? ‘Nós entregamos em 2022 um superávit primário, e o governo Lula inaugurou uma fase de enormes déficits primários que estão acabando com as finanças do país’. Essa é a narrativa”, disse o ministro.

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A Gazeta do Povo é um jornal sediado em Curitiba, Paraná, e é considerado o maior e mais antigo jornal do estado. Apesar de ter cessado a publicação diária em formato impresso em 2017, o jornal mantém suas notícias diárias online e semanalmente em formato impresso. O jornal é publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., pertencente ao Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).

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