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“Caminhada da Liberdade” leva pautas da direita às ruas

Últimas atualizações em 04/02/2026 – 18:05 Por Gazeta do Povo | Feed

A mobilização do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que reuniu milhares de manifestantes na “Caminhada da Liberdade” em um trajeto de mais de 250 quilômetros entre o interior de Minas Gerais e Brasília, ganhou uma nova versão no Sul do país. Além da pressão pela derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria em benefício dos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023 — que também alcança o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — o movimento iniciado em Porto Alegre (RS) pretende levar para as ruas as principais pautas da direita no ano eleitoral, entre elas a segurança pública, a liberdade econômica e as eleições ao Senado.

A renovação da casa legislativa é considerada uma prioridade da direita para a formação de um novo Senado com maioria conservadora, suficiente para mudanças como a aprovação da abertura de processo de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A caminhada liderada pelo Nikolas, na minha visão como militar, representa uma marcha antes de uma grande batalha. Este ano será decisivo para o Brasil, com as eleições, especialmente para o Senado. Vamos renovar dois terços da Casa, e isso pode mudar completamente o rumo do país”, afirma o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos-RS), que deu início à caminhada no Rio Grande do Sul após participar da mobilização ao lado de Nikolas Ferreira.

A versão sulista do movimento “Acorda, Brasil” saiu do Monumento ao Laçador, na capital gaúcha, com adesão da bancada conservadora dos vereadores de Porto Alegre após a convocação de Martim pelas redes sociais. O grupo percorreu quase 200 quilômetros em cinco dias até a divisa com o estado de Santa Catarina, onde a mobilização passou a ser organizada pelo deputado estadual Sargento Lima (PL-SC).

“No momento em que a Caminhada da Liberdade chega aos estados, as pessoas precisam começar a olhar para os problemas da sua região, do seu município. É cobrar o vereador, o prefeito e o Judiciário local”, ressalta Martim.

A área de segurança pública será um dos principais pontos de debate nas eleições deste ano tanto no pleito presidencial quanto nas disputas estaduais. Com o avanço do crime organizado, o tema passou a ser considerado pelos brasileiros como o maior problema do país, conforme apontam pesquisas de opinião.

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Caminhada em Santa Catarina cobrará liberdade econômica    

Em Santa Catarina, a “Caminhada da Liberdade” será realizada no próximo sábado (7) e domingo (8), em um trajeto de aproximadamente 90 quilômetros entre o centro de Joinville — a maior cidade do estado — e a divisa com o Paraná. Líder do movimento catarinense, o deputado estadual Sargento Lima explica que o percurso teve que ser reduzido por causa do intenso tráfego na rodovia BR-101, principal ligação entre o sul e o norte do estado.

“Pensamos em sair da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. Mas isso poderia colocar vidas em risco na rodovia BR-101, que está colapsada, principalmente na temporada, pelo grande fluxo de turistas e pelo tráfego de cargas, tanto da safra agrícola quanto de contêineres dos portos de Itajaí e São Francisco do Sul. Há trechos sem acostamento. Por isso, optamos pelo perímetro urbano”, justifica.

Assim, a caminhada sairá de Joinville, passando pelas cidades de São Francisco do Sul, Garuva e Itapoá, no litoral catarinense e divisa com o Paraná, onde o deputado estadual Tito Barichello (União Brasil-PR) receberá as bandeiras do Brasil e dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Além da defesa dos condenados pelo 8 de janeiro e das manifestações contra a prisão de Jair Bolsonaro, Lima adiantou que o grupo catarinense deve reivindicar mais liberdade econômica para a gestão estadual e a redução da carga tributária paga pelo contribuinte. “Santa Catarina não possui liberdade econômica plena. É um estado superavitário que trabalha com uma pedra amarrada ao pescoço, enquanto outros estados deficitários deixam a responsabilidade fiscal em segundo plano. O catarinense paga essa conta”, protesta.

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Paraná continua “Caminhada da Liberdade” até o Sudeste para ampliar movimento

Integrantes do União Brasil vão liderar a caminhada pelo Paraná durante a semana do Carnaval, com objetivo de levar o movimento ao estado de São Paulo até o dia 22 de fevereiro. Após receber as bandeiras no próximo domingo, o deputado estadual Tito Barichello retorna à divisa com Santa Catarina para iniciar a caminhada no dia 14 de fevereiro ao lado da pré-candidata ao Senado, Cristina Graeml (União Brasil-PR).

Ela afirma que a continuidade da caminhada com slogan “Acorda, Brasil” é importante para o resgate das manifestações populares com a participação dos eleitores. “Esse não é um movimento partidário, mas de consciência política pelos brasileiros que não estão satisfeitos com o rumo da economia, com a corrupção no governo e, principalmente, com os avanços contra a liberdade de expressão e a liberdade de manifestação”, disse Graeml.

"Acorda, Brasil" entre RS e SCVersão sulista do “Acorda, Brasil” foi inspirada em mobilização de Nikolas Ferreira. (Foto: Paulo Brinhosa/Gabinete do deputado Sargento Lima)

No Paraná, a caminhada deve começar no dia 14 a partir do balneário Coroados, no limite entre Guaratuba e Itapoá, de onde o grupo percorre cerca de 22 km, com travessia de balsa, passando por Caiobá e Matinhos até chegar à Praia de Leste. No domingo de Carnaval, os participantes retomam a mobilização com uma caminhada entre Praia de Leste e Paranaguá.

No dia seguinte, o grupo segue de Paranaguá até a cidade de Morretes, pela BR-277. A subida da Serra do Mar, no entanto, não será realizada a pé. Por se tratar de um trecho íngreme e considerado perigoso, a organização optou por realizar essa etapa com apoio logístico de clubes de motociclistas e de carros antigos, pela Estrada da Graciosa.

Após a Quarta-feira de Cinzas, a caminhada é retomada em direção ao estado de São Paulo. Entre quinta, sexta e sábado, após o Carnaval, o grupo percorre cerca de 90 km entre Quatro Barras e a divisa paulista.

O encerramento da etapa paranaense está previsto para o domingo, 22 de fevereiro, com a entrega simbólica das bandeiras ao deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP), na divisa entre Paraná e São Paulo. A expectativa é levar a “Caminhada da Liberdade” até a cidade de São Paulo para a realização de um grande ato do movimento “Acorda, Brasil” na avenida Paulista.

“Quando algumas pessoas que estiveram presentes na caminhada ao lado do Nikolas voltam para os estados e decidem continuar com o movimento, nós precisamos fazer com que isso cresça [nacionalmente]. Após chegar ao Sudeste, quem sabe entrar pelos mesmos caminhos que percorremos com o Nikolas, em Minas Gerais”, comenta Graeml.

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