PT quer convocar Flávio Bolsonaro para depor na CPMI do INSS
Últimas atualizações em 03/02/2026 – 09:47 Por Gazeta do Povo | Feed
O PT quer convocar o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para depor na CPMI do INSS pela suspeita de ter vínculos indiretos entre seu escritório de advocacia e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) nesta segunda (2) e deve ser analisado na volta dos trabalhos da comissão na próxima quinta (5).
Correia sustenta, no pedido, que a administradora do escritório de advocacia de Flávio, Letícia Caetano dos Reis, é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, citado pela Polícia Federal como sócio de Antunes em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.
“Diante do estreito entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político descrito, suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes”, diz o deputado na justificativa do pedido.
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Correa ainda alega que pessoas ligadas aos dois lados mantêm relações familiares e empresariais, o que, na avaliação do deputado, justificaria o convite ou convocação do senador à comissão. A eventual convocação de Flávio Bolsonaro ainda precisa ser incluída na pauta pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e posteriormente aprovada pela maioria dos parlamentares que integram o colegiado.
Em nota, a assessoria do senador reagiu à iniciativa do PT e afirmou que “a esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula, que roubou centenas de milhões de reais dos aposentados do INSS”. A defesa classificou a ação como política e sem fundamento.
A assessoria também declarou que “Letícia Caetano dos Santos é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais”. Segundo o comunicado, a profissional presta serviços administrativos e não possui relação com qualquer investigação envolvendo o INSS.
Por fim, o senador explicou que não pode ser administrador direto de seu próprio escritório por restrições legais. De acordo com a nota, a legislação classifica senadores da República como “Pessoa Exposta Politicamente (PEP)”, o que impede que o próprio parlamentar exerça a função administrativa da empresa.
Na próxima reunião da comissão, na quinta (5), há a previsão de que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, seja ouvido por conta dos mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados firmados pela instituição com o INSS. Apurações preliminares apontam que não houve apresentação de documentos que comprovem a concordância dos aposentados e pensionistas aos descontos em folha.
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