Desabamento de mina na República Democrática do Congo mata mais de 200 pessoas
Muitas crianças estão entre as vítimas fatais
Últimas atualizações em 31/01/2026 – 07:26 Por Redação GNI
Mais de 200 pessoas morreram em um desabamento na mina de coltan de Rubaya, no leste da República Democrática do Congo.
A informação foi confirmada à agência Reuters nesta sexta-feira (30) por Lubumba Kambere Muyisa, porta-voz do governador da província onde a mina está localizada, nomeado pelos rebeldes.
Rubaya produz cerca de 15% do coltan mundial, que é processado para produzir tântalo, um metal resistente ao calor e muito usado por fabricantes de celulares, computadores, componentes aeroespaciais e turbinas a gás.
A mina — de onde os moradores extraem o material manualmente por alguns dólares por dia — está sob o controle do grupo rebelde M23 desde 2024.
O desabamento ocorreu na quarta-feira (28) e o número exato de vítimas ainda não estava claro até sexta.
“Mais de 200 pessoas foram vítimas desse deslizamento de terra, incluindo mineiros, crianças e comerciantes. Algumas pessoas foram resgatadas a tempo e sofreram ferimentos graves”, disse Muyisa.
Um assessor do governador afirmou que o número de mortos confirmados era de pelo menos 227. Ele falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a dar declarações à imprensa.
As Nações Unidas afirmam que o M23 saqueou as riquezas de Rubaya para financiar sua insurgência, apoiada pelo governo da vizinha Ruanda, alegação que o governo de Kigali nega.
Os rebeldes, fortemente armados e cujo objetivo declarado é derrubar o governo central em Kinshasa e garantir a segurança da minoria tutsi congolesa, conquistaram ainda mais território rico em minerais no leste do Congo durante um avanço-relâmpago no ano passado.


A Rede GNI é uma Agência de Notícias independente fundada em 2010 visando ser imparcial e apartidária, levamos muito a sério as notícias e checamos as fontes de cada notícia. Lutamos diariamente para oferecer o melhor aos nossos leitores. Recebemos o Prêmio da União Brasileira de Profissionais de Imprensa. A reprodução de nossas reportagens é autorizada mediante citação da fonte: Creative Common