70 mil palestinos morreram em Gaza
A guerra deixou milhares de órfãos
Últimas atualizações em 30/01/2026 – 08:43 Por Redação GNI
É hora de encarar os números sem filtros ideológicos. O grupo terrorista Hamas, a ONU e o próprio governo de Israel convergem em uma estimativa sombria: mais de 70 mil palestinos morreram em Gaza desde o início do conflito em outubro de 2023. Essa convergência não é coincidência, mas reflexo de dados compilados de fontes diversas, que, apesar de controvérsias, apontam para uma tragédia humanitária de proporções inéditas. Ignorar isso só perpetua o ciclo de violência.
As Fontes e os Números
O Hamas, por meio de seu Ministério da Saúde em Gaza, tem reportado consistentemente números elevados. Em declarações recentes, autoridades do grupo elevaram o total para cerca de 50 mil mortes diretas por bombardeios até meados de 2025, mas estimativas indiretas — incluindo fome, doenças e colapso do sistema de saúde — impulsionam o número para além de 70 mil, conforme análises internas divulgadas em relatórios filtrados.
A ONU, via agências como a OCHA (Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários) e a OMS, corrobora isso. Em atualizações de janeiro de 2026, a ONU estima 68 mil a 75 mil mortes totais, incluindo 45 mil confirmadas por ataques e o restante por causas secundárias como desnutrição aguda (afetando 15% da população infantil) e epidemias em campos superlotados. Relatórios da ONU destacam que, mesmo ajustando por subnotificações no caos da guerra, os dados do Hamas são “amplamente confiáveis” em 90% dos casos verificados.
Surpreendentemente, o governo de Israel também alinha-se a essa faixa. Em briefings militares de dezembro de 2025, o IDF (Forças de Defesa de Israel) admitiu publicamente mais de 70 mil baixas palestinas, com cerca de 20 mil militantes do Hamas eliminados e o resto civis. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em discurso na Knesset, referenciou “perdas civis acima de 70 mil” ao defender a necessidade de pausas humanitárias, citando inteligência própria que inclui monitoramento de satélite e interrogatórios.
Por Que Essa Convergência Importa
Esses números não são propaganda isolada; são cruzados por inteligência compartilhada, satélites e observadores internacionais. O Hamas tem incentivo para inflar, Israel para minimizar, e a ONU para equilibrar — mas todos chegam ao mesmo patamar. Isso expõe a falha de narrativas polarizadas: nem “genocídio premeditado” nem “danos colaterais mínimos” capturam a realidade.
A opinião aqui é clara: reconhecer esses 70 mil+ mortos é o primeiro passo para pressão real por cessar-fogo. Governos ocidentais, que financiam Israel, e nações árabes, que toleram o Hamas, devem agir. Sem isso, Gaza vira um cemitério aberto, e o terror se perpetua.


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