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Não há justificativa para o que o Diniz fez

Últimas atualizações em 30/01/2026 – 14:25 Por Redação GNI

Não há justificativa para o que o Diniz fez.

Fernando Diniz deu explicações após o jogo. Disse que é enérgico, que os jogadores sabem o quanto ele os respeita e, ainda, ressaltou que é um paizão, afirmando que todos sabem o quanto ele é amoroso.

Sério?

No meu tempo, se um chefe ou líder tratasse seus subordinados, inclusive a mim, com palavrões e humilhações públicas, como mandar calar a boca ou usar ofensas pessoais diante de outras pessoas, a reação seria imediata e firme. Eu quebraria os dentes do Diniz ou de qualquer chefe que falasse assim. Não haveria aceitação passiva nem normalização desse tipo de postura.

Em uma situação semelhante, quebrei uma cadeira na cara de um supervisor que mandou eu “tomar no cú”, na Universidade Unicarioca, onde eu dava aulas de Hardware…

O motivo? Minha esposa teve o carro furtado, apontaram uma arma para o meu filho de 1 ano, e fui atrás dos bandidos, por isso, faltei a uma aula… Isso foi em 1999.

Não faço apologia à violência nem incentivo qualquer atitude desse tipo. Apenas afirmo, de forma clara, que respeito se impõe também pela forma como se fala e como se cobra, sobretudo em ambientes profissionais.


DINIZ:

Não adianta criar tumulto por conta disso. Na maneira de cobrar os jogadores, sou duro, mas sou amoroso. Muito mais do que imaginam. Os jogadores suportam a cobrança e melhoram por conta da cobrança. Depois dela o time melhorou. Tenho um respeito enorme aos jogadores. Tenho um jeito enérgico de falar, acelerado, e sou espontâneo com os jogadores. Às vezes algumas pessoas gostam que as coisas fujam do controle para criar um circo. Igual como foi com o Rayan contra o Corinthians.

O treinador lembrou o episódio com Rayan, contra o Corinthians, no Brasileirão do ano passado:

Cobrei de uma maneira mais enérgica e foram até o garoto e se deram mal, porque disse: “O Diniz é igual a um pai para mim”. Se ele dá alguma coisa, aí cria aquele circo que gostam, na maldade. Sou uma pessoa amorosa. Minha vida é ajudar o jogador de futebol. Aquilo é uma forma de ajudar. O respeito é fazer o cara produzir o que ele pode. Tirar os medos que os jogadores têm não é algo fácil. Fácil é ficar de fora sem ajudar, maltratando, falando mal, expondo o tempo todo. E numa hora dessas fazer o interesse de criar um clima desfavorável. Eu sei quem sou. Os jogadores sabem quem sou.


O discurso é bonitinho e apaziguador, mas, na prática, houve desrespeito com homens, chefes de família e jogadores que construíram suas carreiras com dignidade.

Para mim, Diniz perdeu o vestiário e contribuiu para um clima ainda mais pesado dentro de São Januário.

Não é de hoje que o “psicólogo e paizão” vem exagerando nas cobranças e ultrapassando limites, o que resulta na perda gradual do respeito por parte dos atletas.

Liderança não se sustenta apenas na autoridade ou no tom de voz, mas na coerência entre discurso e atitude, algo que, neste momento, parece cada vez mais distante da realidade do time.

Léo Vilhena


SP – MIRASSOL – 29/01/2026 – BRASILEIRO A 2026, MIRASSOL X VASCO – Fernando Diniiz tecnico do Vasco durante partida contra o Mirassol no estadio Jose Maria de Campos Maia pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Vinicius Silva/AGIF

Léo Vilhena | Editor-Chefe da Rede GNI

Sobre o autor

Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


"Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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