OMS denuncia ataques a hospitais e médicos no Irã
Últimas atualizações em 29/01/2026 – 17:58 Por Gazeta do Povo | Feed
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, denunciou em postagem feita nesta quinta-feira (29) na rede social X uma série de ataques contra profissionais de saúde e instalações médicas no Irã, ocorridos durante a repressão às recentes manifestações em curso no país persa. Segundo ele, os episódios impediram a prestação de atendimento a pessoas feridas que necessitavam de cuidados médicos.
De acordo com Tedros, a OMS conseguiu confirmar um ataque ocorrido no início de janeiro no Hospital Khomeini, localizado na cidade de Ilam, no oeste do Irã.
“Foram registrados atos de violência dentro e ao redor da unidade após a transferência de pessoas feridas para o hospital”, afirmou, acrescentando que os serviços médicos e o fornecimento de insumos foram interrompidos e afetados.
Ainda segundo o diretor-geral, outro hospital atingido foi o Hospital Sina, em Teerã, onde houve uso de gás lacrimogêneo. A informação, conforme escreveu Tedros, também foi confirmada pela OMS a partir de relatos verificados pela organização.
O chefe da agência da ONU manifestou preocupação com denúncias de agressões a trabalhadores da saúde e com a detenção pelo regime islâmico de pelo menos cinco médicos enquanto atendiam pacientes feridos no Irã.
“Peço a libertação de qualquer profissional de saúde detido. O pessoal de saúde nunca deveria sofrer intimidações”, declarou no post.
A OMS informou que identificou danos em diversas outras instalações médicas no Irã. Segundo a organização, ao menos dez postos de emergência pré-hospitalar foram afetados, com mais de 50 paramédicos feridos e cerca de 200 ambulâncias danificadas nas últimas semanas.
Tedros afirmou que a crise no Irã tem pressionado o sistema de saúde do país e reforçou a necessidade de proteção às unidades médicas.
“É fundamental que os centros de saúde sejam protegidos e possam prestar serviços essenciais sem obstáculos, especialmente em tempos de crise”, concluiu, ao afirmar que a assistência médica “não deve ser alvo de violência”.
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