Sob pressão dos EUA, Nicarágua solta presos políticos

Últimas atualizações em 13/01/2026 – 02:59 Por Gazeta do Povo | Feed


O regime do ditador Daniel Ortega decidiu libertar neste final de semana diversos presos políticos. A ação ocorre dias após a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro, o inicio da libertação de presos políticos em solo venezuelano e a pressão americana para que a ditadura sandinista encerrasse as prisões arbitrárias.

No sábado (10), o regime sandinista informou que estava libertando “dezenas de pessoas” do sistema penitenciário nacional, sem divulgar um número exato nem reconhecer oficialmente que os detidos haviam sido presos por razões políticas. O comunicado também não esclareceu se os libertados permanecerão submetidos a medidas restritivas, como prisão domiciliar.

Segundo uma organização de direitos humanos que acompanha casos de repressão política no país, ao menos 19 pessoas foram libertadas no dia do anúncio.

A libertação ocorre após uma sequência de manifestações públicas do governo dos Estados Unidos contra as prisões arbitrárias na Nicarágua. Na sexta-feira (9), a embaixada americana em Manágua publicou uma mensagem elogiando a libertação de presos políticos na Venezuela e cobrou que a Nicarágua adotasse a mesma postura, afirmando que mais de 60 pessoas estavam injustamente detidas ou desaparecidas no país.

Em dezembro, o Departamento de Estado dos EUA exigiu publicamente em post feito nas redes sociais que a Nicarágua libertasse todos os presos políticos. No sábado, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado criticou a tirania do regime de Ortega. Na semana passada, o senador Rick Scott, republicano da Flórida aliado do presidente Donald Trump no Congresso, disse que a Nicarágua estava entre os próximos alvos dos EUA, após a operação na Venezuela.

De acordo com o jornal nicaraguense dissidente El Confidencial, autoridades penitenciárias indicaram que cerca de 30 pessoas teriam sido entregues às suas famílias no sábado. Organizações de direitos humanos confirmaram que pelo menos 20 dos libertados já haviam sido previamente identificados como presos políticos, enquanto os demais casos seguem em verificação.

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