Erika Hilton acusa Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira de apologia a golpe
Últimas atualizações em 05/01/2026 – 14:33 Por Gazeta do Povo | Feed
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou, nesta segunda-feira (5), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acusando-os de apologia ao crime de golpe de Estado.
A deputada aponta para postagens dos parlamentares de direita para alegar que eles defenderam que o presidente Lula (PT) tenha o mesmo destino do ditador venezuelano Nicolás Maduro: a prisão após uma invasão dos Estados Unidos. A Gazeta do Povo entrou em contato com os representados e aguarda retorno.
A postagem de Flávio diz que “Lula será delatado.É o fim do Foro de São Paulo: tráfico
internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”
Lula será delatado.
É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas… pic.twitter.com/dhMX4UCgR2
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 3, 2026
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Deputada aponta memes de Nikolas contra Lula
Já no caso de Nikolas, a parlamentar aponta para três postagens do Instagram. Na primeira, há a imagem de Maduro e Lula abraçados, com a frase: “Super promoção: prenda 1, leve 2.” A segunda postagem é uma montagem de Lula sendo preso por agentes americanos, com os dizeres “oi, Deus”. A terceira diz que “agora é só o Maduro dedurar o Lula.”
“Trata-se, portanto, de defesa pública e simbólica da submissão do Brasil a jurisdição estrangeira, realizadas por agentes políticos investidos de mandato popular, em violação direta à soberania nacional e aos deveres inerentes ao exercício da função parlamentar”, argumenta Erika.
Com a representação em mãos, a PGR pode decidir se abre ou não um inquérito contra os parlamentares. Em caso de conclusão pelo cometimento dos crimes, o ministério público oferece denúncia, que pode ou não ser aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos sobre crimes contra a democracia têm sido enviados à relatoria do ministro Alexandre de Moraes por prevenção. A distribuição por prevenção cria conexões entre processos de mesma temática, levando todos ao mesmo gabinete, em vez do tradicional sorteio.
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