Opositora Maria Corina comemora ataque dos EUA à Venezuela
Últimas atualizações em 04/01/2026 – 03:25 Por Gazeta do Povo | Feed
Cotada como possível sucessora do ditador Nicolas Maduro, a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado divulgou neste sábado (3) um posicionamento em que afirma que “chegou a hora da liberdade” na Venezuela. Ela defendeu o início “imediato” de uma “transição democrática no país”. Seu pronunciamento acontece após um ataque militar dos EUA.
No texto, ela sustenta que Maduro deve enfrentar a “justiça internacional” por seus crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outras nações. Maduro foi levado pelos EUA e está em um navio com destino aos EUA com sua mulher, Cilia Flores, onde ele será julgado por acusações de narcotráfico.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada que as forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que o ditador Nicolás Maduro, junto com sua esposa, havia sido capturado. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou Maduro enfrentará um “julgamento criminal” realizado nas cortes norte-americanas.
Império “da lei”
Segundo Maria Corina, diante da recusa de Maduro de aceitar a saída negociada, os Estados Unidos teriam cumprido a promessa de “fazer valer a lei”. A opositora afirmou ainda que o momento marca a retomada da soberania popular e nacional, com a promessa de restaurar a ordem institucional, libertar presos políticos e reconstruir o país.
No posicionamento, a dirigente destacou o resultado contestado do processo eleitoral do último dia 28 de julho e afirmou que Edmundo González Urrutia seria o “legítimo presidente da Venezuela”. Ela defendeu que ele assuma imediatamente o mandato constitucional e seja reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional.
Maria Corina Machado também convoca a população a permanecer “vigilante, ativa e organizada” até a consolidação de uma transição democrática. Aos venezuelanos que vivem no país, pede atenção às orientações que, segundo ela, serão divulgadas em breve por canais oficiais. Já aos que estão no exterior, ela solicitou mobilização junto a governos e à comunidade internacional em apoio ao processo de reconstrução da Venezuela.
“Esta é a hora dos cidadãos”, afirma a opositora, que encerra a mensagem dizendo que o país “será livre” e que a luta seguirá “até o final”.
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