Usar branco não trará paz se você faz da vida dos outros um inferno

Você diz que busca mudanças, mas não adianta viver em 2026 repetindo os mesmos erros e atitudes de 2025

Últimas atualizações em 31/12/2025 – 17:58 Por Redação GNI

Você diz que busca mudanças, mas não adianta viver em 2026 repetindo os mesmos erros e atitudes de 2025, 2024, 2023 e 2022.

Comer lentilhas não trará prosperidade se você não trabalhar.

Usar branco não trará paz se você faz da vida dos outros um inferno.

Pular sete ondas não abrirá seus caminhos se você insiste em usar uma colher para enfrentar pedregulhos.

Crenças baseadas na fé ajudam, mas fé sem obras, sem trabalho, dedicação, estudo e comprometimento é vazia e morta.

No fim das contas, não é o ano novo que muda a vida de ninguém. O calendário vira sozinho, pontual e eficiente.

Quem precisa virar é a consciência, algo que não depende de fogos, roupas claras ou simpatias recicladas. Caso contrário, o que se tem é superstição com data atualizada e fracasso em versão comemorativa, embrulhado em boas intenções que duram até a segunda semana de janeiro.

É curioso como algumas pessoas acreditam que o universo tem obrigação de recompensar a preguiça só porque houve uma contagem regressiva animada.

Querem colher resultados novos plantando exatamente as mesmas sementes ruins, no mesmo solo seco e sem jamais regar. Depois culpam o destino, a energia negativa, o mercúrio retrógrado ou qualquer desculpa mística que alivie a responsabilidade pessoal.

Mudança real não acontece no réveillon, acontece na rotina. Não nasce em promessas emocionadas feitas entre um brinde e outro, mas em decisões silenciosas tomadas quando ninguém está olhando.

Prosperidade não visita quem terceiriza esforço. Paz não mora onde reina o caos moral. Caminhos não se abrem para quem insiste em empurrar a vida com desculpas pequenas e atitudes rasas.

No fundo, muita gente não quer mudar de vida. Quer apenas mudar de ano e continuar exatamente igual, acreditando que repetir o erro com roupa nova o transforma em virtude.

@LeoVilhenaReal

Léo Vilhena | Editor-Chefe da Rede GNI

Sobre o autor

Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


"Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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