É estranho ter de explicar o óbvio?
Talvez. Mas, em tempos de uma sociedade doente, isso se faz necessário.
Últimas atualizações em 03/01/2026 – 07:46 Por Redação GNI
Confesso que me incomoda ter de escrever um texto com esse teor. Em uma sociedade doente, com sérios problemas cognitivos, fruto de doenças ideológicas que cegam a compreensão dos fatos e destroem neurônios, torna-se imperioso explicar o óbvio: jornalismo é contar os fatos como eles são.
Repetirei:
Jornalismo é contar os fatos como eles são.
Ao optar por um comentário, jornalismo de opinião, seja de que natureza for, preciso ser honesto com meus leitores e seguidores. Abordo os temas a partir do que vejo, sinto ou compreendo. Jamais venderei minhas análises ou sucumbirei a desejos ocultos, como no atual escândalo da venda de tweets e posts na rede vizinha, pagos por um banqueiro a influenciadores de direita, em defesa, ou ataque, ao banco Master.
Jamais aceitarei comer desse dinheiro sujo e amaldiçoado.
Jornalista que se vende é, antes de tudo, um criminoso, igual ou até pior do que o seu corruptor. Quem se corrompe é mais sujo do que quem corrompe.
A essência do jornalismo, de opinião ou não, é contar a história como ela é, sem barganhas, mentiras ou barrigas.
É isso que me proponho a fazer desde 1990.
É estranho ter de explicar o óbvio? Talvez. Mas, em tempos de uma sociedade doente, isso se faz necessário.
Não se trata de pose moral nem de superioridade ética. Trata se de compromisso com a verdade, com a consciência tranquila e com o respeito a quem confia no meu trabalho. Jornalismo não é vitrine para interesses escusos. É responsabilidade pública.
Vem comigo nessa viagem?
@LeoVilhenaReal
31/12/2025 – 07h45

