É estranho ter de explicar o óbvio?

Talvez. Mas, em tempos de uma sociedade doente, isso se faz necessário.

Últimas atualizações em 03/01/2026 – 07:46 Por Redação GNI

Confesso que me incomoda ter de escrever um texto com esse teor. Em uma sociedade doente, com sérios problemas cognitivos, fruto de doenças ideológicas que cegam a compreensão dos fatos e destroem neurônios, torna-se imperioso explicar o óbvio: jornalismo é contar os fatos como eles são.

Repetirei: 

Jornalismo é contar os fatos como eles são.

Ao optar por um comentário, jornalismo de opinião, seja de que natureza for, preciso ser honesto com meus leitores e seguidores. Abordo os temas a partir do que vejo, sinto ou compreendo. Jamais venderei minhas análises ou sucumbirei a desejos ocultos, como no atual escândalo da venda de tweets e posts na rede vizinha, pagos por um banqueiro a influenciadores de direita, em defesa, ou ataque, ao banco Master.

Jamais aceitarei comer desse dinheiro sujo e amaldiçoado.

Jornalista que se vende é, antes de tudo, um criminoso, igual ou até pior do que o seu corruptor. Quem se corrompe é mais sujo do que quem corrompe.

A essência do jornalismo, de opinião ou não, é contar a história como ela é, sem barganhas, mentiras ou barrigas.

É isso que me proponho a fazer desde 1990.

É estranho ter de explicar o óbvio? Talvez. Mas, em tempos de uma sociedade doente, isso se faz necessário.

Não se trata de pose moral nem de superioridade ética. Trata se de compromisso com a verdade, com a consciência tranquila e com o respeito a quem confia no meu trabalho. Jornalismo não é vitrine para interesses escusos. É responsabilidade pública.

Vem comigo nessa viagem?

@LeoVilhenaReal

31/12/2025 – 07h45

Léo Vilhena | Editor-Chefe da Rede GNI

Sobre o autor

Léo Vilhena é fundador da Rede GNI e atua há mais de 25 anos como jornalista e repórter, com passagens por veículos como Jornal Unidade Cristã, Revista Magazine, Rede CBC, Rede Brasil e Rede CBN/MS. Recebeu o Prêmio de Jornalista Independente, em 2017, pela reportagem “Samu – Uma Família de Socorristas”, concedido pela União Brasileira de Profissionais de Imprensa. Também foi homenageado com Moções de Aplausos pelas Câmaras Municipais de Porto Murtinho, Curitiba e Campo Grande.

Foi o primeiro fotojornalista a registrar, na madrugada de 5 de novembro de 2008, a descoberta do corpo da menina Raquel Genofre, encontrado na Rodoferroviária de Curitiba — um caso que marcou a crônica policial brasileira.

Em 2018, cobriu o Congresso Nacional.

Pai de sete filhos e avô de três netas, aos 54 anos continua atuando como Editor-Chefe da Rede GNI e colunista do Direto ao Ponto, onde assina artigos de opinião com olhar crítico, humano e comprometido com a verdade.


"Os comentários constituem reflexões analíticas, sem objetivo de questionar as instituições democráticas. Fundamentam-se no direito à liberdade de expressão, assegurado pela Constituição Federal. A liberdade de expressão é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal brasileira, em seu artigo 5º, inciso IV, que afirma que "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"


NOTA | Para ficar bem claro: utilizo a Inteligência Artificial em todos os meus textos apenas para corrigir eventuais erros de gramática, ortografia e pontuação.

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