Grupo ligado a palestinos pede prisão de Netanyahu na Argentina

Últimas atualizações em 29/08/2025 – 18:23 Por Gazeta do Povo | Feed


Um grupo ligado a palestinos apresentou uma petição à Justiça da Argentina para que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, seja preso caso ele viaje ao país sul-americano para se encontrar com o presidente Javier Milei em setembro.

Segundo informações do jornal La Nacion, o pedido foi apresentado pelo advogado Rodolfo Yanzón e por Raji Sourani, diretor do Centro Palestino para os Direitos Humanos, em nome das famílias de 15 membros da Defesa Civil da Faixa de Gaza, da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) e do Crescente Vermelho Palestino, que teriam sido mortos em ataques de Israel na guerra contra o grupo terrorista Hamas no enclave palestino.

A petição será analisada pelo juiz federal Sebastián Casanello, que já havia recebido outros pedidos para que fosse cumprida uma ordem de prisão contra Netanyahu, emitida no ano passado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por acusações de crimes de guerra e contra a humanidade no conflito em Gaza.

A petição do Centro Palestino para os Direitos Humanos, segundo o La Nacion, solicita que, “em caso de chegada de Benjamin Netanyahu, sua prisão imediata seja decretada com o objetivo de colocá-lo à disposição do Tribunal Penal Internacional ou, na sua ausência, para que seja submetido a processo em território argentino”.

A Argentina é signatária do Estatuto de Roma, que criou o TPI, então, em tese, teria que prender Netanyahu caso ele visite o país.

Fontes do governo Milei disseram à imprensa argentina que o premiê israelense está acertando os detalhes para ir a Buenos Aires em setembro.

O governo da Argentina criticou a ordem de prisão contra o primeiro-ministro de Israel quando ela foi emitida pelo TPI.

Em comunicado nas redes sociais, a Casa Rosada afirmou à época que a decisão do TPI “ignora o direito legítimo de Israel de se defender contra ataques constantes por parte de organizações terroristas como o Hamas e o Hezbollah”.

“Israel enfrenta uma agressão brutal, uma tomada de reféns desumana e o lançamento indiscriminado de ataques contra sua população. Criminalizar a defesa legítima de uma nação enquanto são omitidas essas atrocidades é um ato que distorce o espírito da justiça internacional”, apontou a nota.

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