Família de Bolsonaro aponta humilhação com monitoramento 24h

Últimas atualizações em 27/08/2025 – 08:54 Por Gazeta do Povo | Feed

Michelle Bolsonaro criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o monitoramento em tempo integral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela Polícia Penal do Distrito Federal.

A esposa do ex-presidente usou as redes sociais para afirmar que enfrenta dias desafiadores, mas ressaltou que mantém a fé. “A cada dia o desafio é resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e temos uma promessa”, escreveu nos stories do Instagram.

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) também defendeu o pai e criticou a decisão de Moraes, em uma publicação na rede social X, nesta terça-feira (26). Jair Renan divulgou foto antiga do pai hospitalizado e disse que o tratamento judicial é desproporcional. O vereador afirmou que até líderes do tráfico não recebem vigilância semelhante.

“Que absurdo! Um senhor de 70 anos, cheio de problemas de saúde, todo remendado, sendo tratado como se fosse um criminoso de alta periculosidade. Nem os chefes do tráfico recebem um monitoramento 24 horas como esse. Isso não é justiça, é perseguição política, e está acontecendo diante dos nossos olhos com Jair Bolsonaro”, publicou Jair Renan.

Filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro afirma que a nova medida de Alexandre de Moraes trata o pai como se fosse um criminoso de alta periculosidade. (Foto: Reprodução/Rede X- Jair Renan Bolsonaro)

“Nenhuma prisão pode deter o que Bolsonaro criou”, diz o senador Flávio

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também questionou o tratamento dado a Bolsonaro. “A organização, diariamente, aumenta a vigilância e o esculacho ao último presidente do Brasil que jamais foi acusado de corrupção ou de qualquer outro crime com provas, tratando-o pior do que um líder do narcotráfico. Isso não acontece por acaso ou por coincidência”, afirmou em publicação no X.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também criticou a decisão. Ele classificou a medida como uma humilhação. “Eles não se cansam de criar situações desnecessárias para impor humilhações a Bolsonaro. Não se preocupem, nenhuma prisão pode deter o que Bolsonaro criou. O Brasil teve um gostinho de liberdade e gostou. Bolsonaro vai ser livre novamente e, se Deus quiser, presidente em 2027”, afirmou.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ainda não se manifestou sobre as medidas de Moraes.

Moraes cita risco de fuga antes do julgamento da suposta tentativa de golpe

Segundo a decisão de Alexandre de Moraes, o monitoramento de Bolsonaro deve incluir vigilância ostensiva e discreta na residência do ex-presidente, 24 horas por dia. As equipes não poderão adotar medidas intrusivas à vida privada da família nem causar perturbação à vizinhança.

Moraes citou ainda a proximidade do julgamento da ação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, marcado para 2 de setembro na Primeira Turma do STF. Para o ministro, as provas colhidas reforçam o risco de evasão. O magistrado destacou que Bolsonaro tinha posse de “documento destinado a possibilitar sua evasão do território nacional”, mesmo após o início das medidas cautelares.

A medida foi sugerida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após manifestação da Polícia Federal (PF) e ofício enviado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ).

Depois da medida de Moraes, a PF afirmou que apenas a presença de agentes dentro da casa do ex-presidente pode garantir o monitoramento. Em ofício enviado ao ministro a PF aponta que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro pode falhar e uma eventual queda de internet permitiria tempo hábil para fuga.

“Nesses casos, as violações somente seriam informadas por relatório aos operadores do sistema após o retorno do sinal, o que permitiria tempo hábil para que o custodiado empreendesse uma fuga”, escreveu a PF.

O advogado Paulo Cunha Bueno, da defesa do ex-presidente, disse que o pedido deixa “a impressão de querer gerar um constrangimento desnecessário”.

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