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Quem é o serial killer acusado de cometer ao menos 7 feminicídios

Ao menos sete mulheres foram vítimas de Roberto Marcelo Paiva Ramos, de 50 anos, preso após permanecer mais de um ano foragido da Justiça de Minas Gerais, onde cumpria pena no presídio de Muriaé por latrocínio.

Segundo a polícia, o homem dizia cometer as mortes baseando-se no filme “Rejeitados pelo Diabo”, que conta a história de dois irmãos que matavam quem lhes atrapalhasse o caminho.

Prisão

Na quarta-feira (15), Roberto foi preso nas proximidades do Mercado Municipal do Peixe, no Bairro Jacaré, em Cabo Frio.

De acordo com o delegado Sérgio Elias Santana Júnior, para não ser pego, o suspeito usava outro nome na cidade da Região dos Lagos e tentava trabalhar informalmente em quiosques na praia e como garçom.

“O município era familiar, pois passava temporada em Cabo Frio desde os 18 anos e, a partir daí, foragido de Muriaé, veio para cá para se estabelecer e trabalhar informalmente”, informou o titular da 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio.

Ainda conforme o delegado, após a prisão, Roberto foi transferido de Cabo Frio para o sistema prisional da cidade do Rio de Janeiro e depois seria levado para Minas Gerais.

g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mas, até a publicação desta reportagem, não havia informações para qual presídio mineiro ele foi reconduzido.

Crimes

Na Bahia, ele é apontado como principal suspeito pelo assassinato de uma turista no distrito de Arraial D’ Ajuda, em Porto Seguro, em 2006. À época, a vítima morreu estrangulada com um fio elétrico e golpes de porrete na cabeça.

Segundo o delegado Sérgio Elias Santana Júnior, em depoimento informal após a prisão em Cabo Frio, ele disse que o crime foi cometido pela companheira.

Em Minas Gerais, são 15 processos contra ele, sendo 13 em Juiz de Fora, um em Muriaé e outro em Varginha. Além dos crimes de feminicídio, ele tem participação em outras ocorrências, como homicídio qualificado, furto, roubo, latrocínio e envolvimento com tráfico de drogas e armas.

Ao todo, ele já foi condenado a mais de 60 anos de prisão.

Pelas autoridades policiais de Minas e Bahia, Roberto é considerado um psicopata, pois sentia prazer em ver as vítimas sofrendo até a morte.

G1/GNI